sexta-feira, 20 de maio de 2011

quinta-feira, 19 de maio de 2011

3 dicas para o sucesso na intranet brasileira

A internet no Brasil está fechada, eu tenho certeza. Dando umas voltas pelos sites brasileiros só da pra perceber uma coisa: fizeram uma internet só pro nosso saudoso país e nos deixaram pensando que somos o pais tal do ranking de acesso de usuários, os "sintomas" dessa teoria da conspiração podiam render um best seller, sério. São sites e mais sites com um conteúdo formatado exatamente nos padrões mais brazucas possíveis. Se e você é brasileiro e é maior de 18 anos junte-se ao exército aqui vão umas dicas pra você jovem empreendedor:



- Achincalhe o Brasil com todas as suas forças



Não tem nada mais brasileiro do que falar mal do Brasil eu garanto, se você mora em São Paulo então, meu deus, se você mora no exterior e ainda tem coragem de evacuar seu estoque de ironias com o Brasil então é batata, você ainda é um puta tupiniquim. Diga lá que os ônibus são lotados, que as pessoas são feias e mal-educadas, fale de política podre, use todo o seu preconceito geográfico (completamente justificável e acima de qualquer suspeita) para falar mal do porteiro do seu prédio, do pedreiro que construiu sua edícula, do padeiro que você compra pão com nutella todo dia e da sua prima que tira fotos de tecpix e você se dá ao trabalho de stalkear. Você já percebeu que você está detonando o Brasil justamente pra quem menos interessa, os brasileiros? ninguém vai ler suas críticas pra avaliar o país do seu ponto de vista, nem ninguém se interessa por defeitos que o próprio Bonner junto com a sra Fátima apresentam todas as noites. Os argumentos de que o povo aqui é no melhor estilo burrão patriótico já é mais velho do que o html, aliás, se os patriotas "Brasil é lindo" estiverem na internet vão estar no orkut colhendo quiabo e inclusive vão roubar os seus enquanto você os detona no seu lindo blog. Daí vem o sr. moro em Londres e da-lhe verborragia. Gente? você tá escrevendo mal do Brasil porquê não sabe falar inglês pra socializar na gringa né? O país é sim cheio de defeitos pra quem não tem um puto no bolso (o que aliás deve ter sido o seu motivo de ir morar em Londres), mas você tem amigos daqui, família daqui, ia nos bares daqui, pegava as menininhas daqui, então, numa boa, escolhe outra coisa.



- Humor não é mais o que faz rir, humor é a crítica



Antes era, tanto é que o humor de várzea (definitivamente o meu preferido) usava das simplórias porradas e gente travestida anexo a umas piadas que você escuta seu pai contando pra animar a galera, Hermes e Renato (eu pago um pau e daí?) talvez tenha dado continuidade a esse tipo de humor que pra mim é sincero e engraçado. Depois humor era o que fazia você pensar, até pouco tempo parecia filosofia e não humor, depois ainda virou aquilo que acontece com você contado por algum cqc alguém famoso, "Gente? o que são aqueles puxa-papo de ponto de ônibus? Senhor se eu quisesse conversar eu tinha ido na Hebe, e não de ônibus com certeza!" acompanhado por uma salva efusiva de palmas e gritos. Hoje humor pra mim é o que definitivamente você odeia. Como assim? - você se pergunta - eu digo: você gosta de humor inteligente porquê você se julga a pessoa mais inteligente que você conhece e você despreza o humor mainstream, ou seja, você gosta de CQC mas acha Zorra Total uma bela bosta ou gosta do Zorra Total e não gosta de stand up comedy, você lê ñintendo e não gosta de não salvo, o mainstream e a nata do humor que você procura impor aos outros só existe na sua cabeça, sempre, SEMPRE aquilo que você mais odiar vai ser o humor que todo mundo gosta, e todo mundo faz o que todo mundo faz, fuça atrás dos seus semelhantes nas redes sociais, pega uns paus e pedras e faz seu ~~humor~~.



- O bom e velho twitpenis



Não vou falar desse assunto manjado, mas vou por uma tirinha do Arnaldo Branco (esse cara é foda) pra ilustrar a galere.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Quem perde sai

Tudo no mundo soa como competição, já notou? A cada ato, a cada passo você não se cansa de competir com tudo, na cabeça infame de um competidor não há amigos, não se confia em ninguém e por consequente ganha a aversão da confiança alheia. É estranho ouvir dizer que tem que se ganhar sempre se quem ganha não são todos, é natural deixar os outros pra trás ao menos para um competidor.
Digo essas coisas porque odeio competições, aliás odeio mais os competidores do que odeio as competições.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Mercearia, raiva e afins

A mercearia é o alfa e o omega, o início, o fim, o meio, inexorável, onipresente, tudo.



A mercearia da esquina tem tudo, não é brincadeira, tem tudo. Começa com o dono com nome estranho: Juvêncio, tudo bem, não me vanglorio de Juvêncio porque sei que quase todas as mercearias de esquina tem um dono com nome estranho, quando nasceram acho que suas mães notaram talento. Para ficar claro não estou falando de bar, não é aquela bodega que vende ovos coloridos e “baianinha”. Estou falando de um hipermercado empilhado em algumas prateleiras.
Precisei de lâmpada, da fosforescente, daquelas em espiral, e azul, fui achá-la atrás da fluorescente não espiralada de luz amarela. Precisei de atum, da latinha amarela, em pedaços, achei-o do lado do atum moído. Até aí tudo bem mas daí em diante resolvi pegar pesado: itens de açougue.
Acém, patinho, costela (é, costela), lingüiça apimentada, moela e sobrecoxa de frango, ok, tudo lá, prontinho e bem debaixo das minhas fuças. “Juvêncio, picanha você tem aí?”, “acabou”.
Já estava se tornando irritante, resolvi pegar pesado, jogar contra, articular. Lâmina de barbear, creme de barbear, detergente, cem gramas de provolone, amendoim, cebola, dipirona sódica, dipirona sódica em drágeas, remédio pra cólica, super-bonder, faca de churrasco, vinho branco seco, soda cáustica, caderno, energético, isotônico, papel de seda colorido, vodka com sabor de maracujá, fita de vídeo oito milímetros, esparadrapo.
Tudo lá, podia até marcar na conta se quisesse.
Na hora de dormir eu pensava e jurava pra mim mesmo “alguma coisa que eu precise não deve ter lá, tem que faltar algo”.
Sábado, duas hora da tarde, crueldade pura atravessando o quarteirão, sorriso maléfico e cortesia ensaiada: “Bom dia Juvêncio, você tem aí sucrilhos?”
Poxa! Sucrilhos é genial, é caro e é símbolo de um consumo de nível mais elevado, pelo menos mais elevado do que um comércio de esquina. Tinha batido uma vontade de comer sucrilhos na tarde de sábado e uma vontade ainda maior de me decepcionar com a negativa.
“Não tem não”.
“Obrigado”.
O puro triunfo.
“É aquele do tigre?”
“Sim.”
“Ali atrás, só tem do pequeno.”



terça-feira, 27 de julho de 2010

Relógio Tessitológico

Olha só a idéia que eu não tive que show!


Um defeito grande dos escritores é confiar em uma coisa que eu batizei de “timing de criatividade”, a minha criatividade como bom exemplo segue seu timing, logo após o almoço aproximadamente a uma e meia da tarde ela dá seus primeiros indícios, passam-se sete minutos e ela sossega totalmente para voltar lá pelas quatro, esse timing é supostamente infalível na cabeça de todos os cronistas (modéstia parte acho o termo “cronista” um exagero prepotente, mas, indiscutivelmente elegante) e todos os meses praticamente temos o conteúdo de um livro pocket, em três meses temos uma coletânea.
Todo dia temos plena convicção que é só esperar as idéias despencarem do cérebro para o papel como maçãs despencando de uma árvore, isso dá algum sentimento vago de segurança que talvez ajude essas criaturas inseguras que chamamos de escritores mas é aí que vem o “x” da questão, deram quatro horas e eu ainda não pensei em nada, meu deus que desespero.
Penso na política que é uma fonte unânime e “santa” de assuntos para piadas, sarcasmos, militarismo revolucionário e crônicas mas dela não me vem nada de especial mesmo com o prefeito da capital sendo filmado subornando gente e a polícia federal cobrando IPM (imposto sobre muamba).
Minha cabeça transita entre os esportes, a vida cotidiana, a gastronomia e tudo o que pudesse despertar aquele humor sutil de todo dia, estou começando a desistir dessa carreira antes dela começar sabe, é estressante e insegura.
Ufa, vinte para as quatro, não dá mais tempo cérebro, vai essa mesmo.


segunda-feira, 12 de julho de 2010

Pancadaria infantil


Hehe-he-he, deixem suas crianças assistirem um suicídio animado!


Sabe, sempre tive a certeza que as crianças atuais estão violentas demais, e é dobrada a certeza que tenho de que a culpa é dos desenhos animados, dos mais antigos, digamos que os da minha época (década de 90) onde tínhamos um famoso símbolo máximo dos desenhos animados chamado Pica-Pau. Eu sou fã dele, sou fã da forma que ele corrompeu milhares de crianças pelo mundo e sou mais fã ainda de como ele consegue roubar, furtar, tentar homicídios, ser um estelionatário e agredir de uma forma tão lúdica e divertida, eu realmente morro de rir particularmente quando há socos de graça, tiros na cara e beijos na boca.
Outra dupla que ajudou a formar a minha mente animal foi o gato Tom e o rato Jerry, eles me inspiravam quando eu era uma criança (mentira, me inspiram até hoje) a querer enfiar o rabo do gato na churrasqueira acesa (não tem lareira no Brasil, fazer o que) e bater com pás e panelas na cabeça de quem estivesse perto, eles eram profissionais, realmente bons.
E os desenhos de ação então? Esses foram os responsáveis por fazer as crianças pensarem que armas não matam, espadas e facas não cortam e porrada não dói, enfim. Se você acha que isto é uma crônica crítica dos desenhos animados esqueça, não sou revolucionário e alem do mais sou um grande fã de desenhos de pancadaria.

sábado, 10 de julho de 2010

Parem por favor!



De filosofar, só um pouquinho tá? Vão fazer algo inútil, soltar bombinha.



Todo mundo é uma farsa as vezes.