terça-feira, 6 de julho de 2010

Licença Poética

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Quem me dera se ela não existisse. Nunca vi coisa tão sem lógica igual essa licença poética, pra quem leva “poética” no nome chega a estragar o famigerado gênero. Gênero esse que criou tantos e tantos gênios, gente que fazia-nos chorar dores alheias e passar dias pensando em uma amada que mora a cinco mil quilômetros e que estão hoje reduzidos a velharias para vestibulandos.
Hoje os poetas são outros, muito piores que os de antigamente.
Hoje devido a essa infame licença falam de amor sem amar, ferem todo um léxico histórico que envolvia a arte de expressar sentimentos, simplificam tudo e todos e ensinam aos alunos que no futuro irão simplificar mais ainda, como se reduzissem o trabalho de um escultor, dizendo que o mármore bruto é mais bonito que Davi. Ouvi a algum tempo que as poesias contemporâneas vem até sem rimas, meu deus, quem deixou isso acontecer?! O mundo já está ruim o bastante, não me venha com poesia sem rima, não comigo, no meu texto quem faz as leis sou eu e a partir de hoje está terminantemente revogada a licença poética prevista por não sei quem não sei quando.
É melhor os poetas começarem a se esforçar mais, a se inspirar mais e principalmente a escrever menos, produção em série nunca foi muito bom pra poesia, ah! E principalmente, não confundam erotismo com sacanagem.

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